sábado, 5 de maio de 2012

Scorpions e Orquestra Filarmônica de Berlim: um belíssimo show de respeito à diversidade!


“Wind of Change” é um grande sucesso da década de 90 da banda alemã Scorpions. Composta pelo vocalista que se inspirou nos "ventos de mudança" que atingiam a Europa, com a Guerra Fria terminando, o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim. Em todo o mundo, este single vendeu mais de 14 milhões de cópias, tornando-o uma das músicas mais tocadas e vendidas. (Fonte: Wikipédia)

Conheço essa música desde a adolescência, e quem não a ouviu? Mas um palestrante, em um evento educacional, o Profº Júlio Furtado, a demonstrou como reflexão final de seu tema “Aprendizagens Significativas”, apresentando-a de uma forma ainda mais bela!

Assistam ao vídeo e leiam o texto abaixo, de autoria do Professor Júlio:


video

"Há 23 anos, o muro de Berlim era derrubado, como um marco da reunificação da Alemanha. Esse muro dividia a cidade de Berlim ao meio. O lado ocidental era capitalista e o lado oriental era socialista. 

O maior sucesso musical do lado ocidental nessa época era o rock e a banda de maior sucesso era o Scorpions. No lado oriental, socialista, era proibido tocar rock. O maior sucesso musical era a orquestra filarmônica de Berlim Oriental e a música clássica era o único estilo musical nas rádios. 

Quando o muro de Berlim foi ao chão, os integrantes da banda Scorpions sugeriram que fizessem um show juntos com a orquestra filarmônica de Berlim Ocidental como um símbolo da integração entre os dois povos.

A princípio, a ideia foi considerada absurda em função das diferenças que existem entre os dois grupos musicais. A começar pela forma de se vestir. Os músicos da orquestra se vestem de fraque enquanto os músicos da banda de rock se vestem de casacos de couro. O maestro deu a solução para o problema: ele mandou fazer um fraque de couro. Dessa forma, ele não deixaria de ser maestro e se aproximaria dos músicos da banda de rock. Da mesma forma, o baixista do Scorpions vestiu um terno sem gravata e deixou-o aberto, aparecendo o peito. O terno era para se aproximar dos músicos da orquestra e o peito aberto era para reforçar a identidade de roqueiro. Da mesma forma, os produtores duvidaram que eles pudessem integrar numa mesma música bateria, violino, guitarra, flauta doce, contrabaixo e harpa. A solução que eles deram foi: quando os instrumentos "barulhentos" como a bateria e a guitarra tivessem de tocar, os instrumentos suaves como a harpa e a flauta doce se calariam e quando todos tivessem que tocar juntos, tocariam a mesma melodia para ganharem mais força. Ensaiaram seis meses e conseguiram gravar juntos, seu CD de maior sucesso ‘Moments of Glory’

Vamos usar esse feito para refletirmos sobre as possibilidades de integrar diferenças. Esse show nos mostra que quando há respeito, diferenças juntas geram resultados inimagináveis!"

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