segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Desenhos com Alma


É na face que se concentra a expressão das emoções. Os olhos são o meio mais rico da expressividade humana e o conjunto facial (boca, sombrancelhas, maçãs do rosto, nariz, testa...) agrega e afeiçoa os estados de ânimo, sejam espontâneos ou mascarados. Nossas interações e mensagens são reforçadas através da expressão facial.

O desenho realístico de retrato deve ter como ideal a representatividade desta expressão facial para que não seja uma simples tentativa de transpor características fisionômicas do retratado. Se assim for, o desenho não tem vida, não tem beleza, não tem emoção. Fica com a aparência de que se desenhou uma estátua e não uma pessoa com vida, com história, com sentimentos. Há que se desenhar a pessoa por dentro e por fora.

Ao me propor a fazer um desenho, desafio-me a desenhar a alma do retratado. Ao contrário, não há valor! E não há realização de minha parte...

É nessa busca que transcende o perfeccionismo técnico do desenho (o que seria chamado de academicismo), que encontro uma infinitude de motivos para realizar meu trabalho!

Compartilho com vocês uma citação incrível de Abanindranath Tagore, em sinergia com o que escrevi acima:
"Depender unicamente da vista, negligenciando o espírito, é ver e pintar apenas o lado superficial da forma. Para adquirir o verdadeiro conhecimento da forma, é preciso tudo eliminar com o reflexo da nossa alma e estar pronto para receber a luz que emana das coisas visíveis e invisíveis."

E, por falar em desenhos com alma, posto alguns...

Rúbia Zavarese Secchin
Alegria
2010. Grafite sobre Papel
0,57m X 0,75m


Rúbia Zavarese Secchin
Empolgação
2010. Grafite sobre Papel
0,57m X 0,75m

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